Pensando como Empresária

mulher_dinheiro1 Vamos falar de dinheiro?

Sim, isso mesmo! Dinheiro, dindim, bufunfa, patacos, faz me rir!

O que me faz escrever esse post hoje, depois de um tempão sem escrever, foi refletir sobre várias conversas que tive com meu namorado que é músico e bailarinas com mais tempo de carreira.

O que vou dizer aqui não é muita novidade para a maioria das bailarinas que vivem exclusivamente da dança, fazendo shows, dando aulas e workshops, mas acredito ser de suma importância para todo mundo refletir um pouco, especialmente bailarinas que estão chegando agora no mercado, admiradores, contratantes, alunas e o público em geral.

Vivemos em um país em que infelizmente a arte não é valorizada, porque na maioria das vezes o público não vê o artista como um ser humano que precisa comer, vestir, pagar contas, etc., mas como puro entretenimento. E sim, somos entretenimento, mas nós bailarinas, quando atuamos profissionalmente, gastamos rios de dinheiro com aulas, cursos de especialização, workshops, figurinos (que não são baratos), acessórios de dança, bijous, maquiagem, cabelo, unhas, depilação, deslocamento até o local do show ou aula, etc. Sem contar o tempo que desprendemos para todos esses “detalhes” que compõe as nossas vidas, portanto, nada mais justo e necessário do que termos alguma compensação financeira, e uma maneira simples é cobrar pelo trabalho oferecido como artista.

Uma coisa bem comum no nosso bellyword é dançar de graça para mostrar o trabalho e muitos locais se colocam à disposição como vitrine para mostrarmos o nosso trabalho gratuitamente. Será mesmo? Nós dançamos de graça, entretemos o público que vai até lá para comer, beber e ver as bailarinas dançando, muitas vezes levamos o público (alunas, parentes, amigos), público este que paga entrada e consome na casa, e ah, nós também! Ok, alguns até ajudam na divulgação, indicam para outros trabalhos, mas manter um quadro de bailarinas da casa e pagar um cachê seria mais justo, mesmo que para isso fosse necessário algum processo seletivo.

Eu acredito que quando o trabalho da bailarina é valorizado, isso a motiva para continuar se aperfeiçoando e consequentemente a qualidade do mercado aumenta cada vez mais, isso faz com que os contratantes tenham a certeza de que estão oferecendo um entretenimento cada vez melhor para seu público.

Refletindo um pouco mais, não posso me esquecer de citar que músico e bailarina são artistas! E se ambos são artistas, cada um deve receber pelo trabalho que está fazendo, que é entreter o público, seja só com música, seja com dança.

Então bailarinada, não tenham vergonha de cobrar pelo seu trabalho e não paguem para dançar, para isso existem os festivais, mostras de dança e concursos, que ajudam também na divulgação de nosso trabalho. Valorizem seus investimentos! E não cobrem pouco por medo de perder algum trabalho, mantenham-se dentro da média do mercado, se não souberem quanto devem cobrar, conversem com outras bailarinas, com suas professoras, busquem orientação, com certeza alguém poderá te dar um bom parâmetro para que você possa receber o justo pelo seu trabalho. Dessa forma teremos um mercado mais equilibrado e aos poucos mudaremos a mentalidade dele, mas para isso é preciso que mudemos a nossa mentalidade primeiro.

Vamos conversar sobre o assunto!

Comentem, opinem, coloquem aqui suas impressões sobre o mercado, lembrando sempre que o respeito à opinião do próximo é fundamental!

Beijos, beijos, beijos!

Até o próximo post!

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